terça-feira, 11 de maio de 2010

0,71% A MAIS GERA POLÊMICA E PREOCUPA LULA

Câmara federa aprova aumento de 7,71% para os aposentados

Com a permissão , dada aos que compõem a base do governo no congresso nacional, de aprovar 7,0% de aumento aos valores monetários recebidos mensalmente pelos aposentados, o governo federal (Lula) recebeu com surpresa a notícia de que a câmara federal havia aprovado 7,71% (MP 475) e não 7,0%, como havia determinado o governo. E mais surpresa ainda ficou em saber que no bojo da MP - Medida Provisória, alguns deputados da base haviam aprovado o fim do fator previdenciário
O presidente Lula, muito pessimamente orientado, no auge dos seus 82% de aprovação popular, reclamou e disse que se o senado aprovar ele vetará.
Ora, mais tá! Se não, vejamos: Lula autorizou ajuda humanitária para o terremoto do Haiti, reconstrução da infra estrutura de Cuba, México, Chile, Bolívia (entregamos um patrimônio, na área de petróleo, de milhões de dólares), acabou de ganhar um prêmio por combate à fome, gastou em 2009 cerca de 8 bilhões de reais em propaganda governamental e outros e por que não autoriza o aumento para os empobrecidos aposentados do Brasil sob a argumentação de 0,71% a mais representará a oneração de 600 milhões de reais aos cofres públicos por ano. Sabe-se que a Caixa Econômica Federal é um dos maiores devedores do INSS; a renúncia fiscal, como estímulo e prática de política econômica, é da ordem de 9 bilhões de reais para 2011. A arrecadação dos jogos de loterias, bancados pela caixa econômica, poderia destinar pelo menos 12 milhões de reais, por ano, para custear totalmente este aumento em questão.
Em sessão de hoje, 13, o senado aguadava ansioso o envio da MP 475, por parte da câmara federal, para receber e automaticamente votar e aprovar a MP. Pois, a mesma foi aprovada dia 06, há uma semana, pela câmara dos deputados.
Então, por que lula não aprovar um aumento que individualmente se torna tão pouco para uma classe que já deu tanto para o engrandecimento e desenvolvimento desse país. Uma classe que vive num estado de pobreza lastimável (a maioria). Uma classe que sustenta um neto sobrinho por motivo do Brasil não ter uma política de emprego e renda para que os jovens possam trabalhar. Uma classe que destina a maior parte do pouco que ganha para enriquecer a indústria farmacéutica comprando seus remédios. Uma classe que vê o financiamento de acesso à faculdade ser usado pela classe rica em detrimento dos seus filhos e netos (denúncia da rede Globo de Televisão). Vamos lá presidente. Gaste pelo menos 1% da sua popularidade para dar 0.71% a mais para os aposentados.