sexta-feira, 30 de outubro de 2009

CONSTRUÇÃO CIVIL

Negociação salarial Sintracomp X Sinduscon


As duas entidades de classes pertencentes à construção civil, Sintracomp pelos trabalhadores e Sinduscon pelos patrões, chegaram a um final feliz em relação ao reajuste salarial da classe trabalhadora do setor


Assis Pacheco - presidente do Sintracomp

Iniciada há um mês, na casa da indústria, as negociações para definição do reajuste salarial, da classe trabalhadora da construção civil, chegaram a um resultado final satisfatório para os dois lados com a celebração de um acordo firmado, entre às partes, quinta-feira, 29.10, que representa, para o Sintracomp, o maior índice salarial, já conseguido pela categoria profissional, nacionalmente, expresso pelo reajuste nos salários de 12% mais 5% de produtividade e tarefas; perfazendo um total de 17%.
Consultados a respeito do resultado do aumento salarial obtido, os trabalhadores da construção civil foram unânime em afirmar que a diretoria do Sintracomp, na pessoa do seu presidente Assis Pacheco, continua recuperando as perdas salariais da categoria. E que, se não fosse a ação eficiente da gestão de Pacheco, eles teriam as faixas salariais mais defasadas do Brasil.
“Obtivemos uma vitória bastante consistente. Não somos mais os lanternas, em matéria de salário no Brasil, graças ao esforço e à competência de uma diretoria eleita e que luta constantemente reivindicando os direitos e, em especial, o salário dos trabalhadores combatendo o trabalho escravo no RN”, disse Assis Pacheco presidente do Sintracomp. E continuou: “A construção civil conquistou um novo espaço na sociedade. Em especial, com a recuperação salarial a classe trabalhadora da construção civil se posiciona socialmente de forma ascendente. Pois, aumenta o seu poder de consumo em adquirir o que lhe é basicamente extremamente necessário como, também, aquilo que é necessário para lhe ofertar uma qualidade de vida melhor”.
“A compreensão da classe patronal, com uma nova mentalidade renovadora, em buscar o entendimento e benefícios para os trabalhadores mostra uma leitura de que ela já aceita esses trabalhadores como seus parceiros nos resultados das suas obras. Porém, ainda existem os maus empresários que são completamente destituídos dessa percepção inovadora. Mas, estamos de olho nesses fulanos que ainda tentam escravizar a classe trabalhadora do segmento da construção civil”, finalizou Assis Pacheco.
Com os 12% de reajuste, sem incluir os 5% de produtividade e tarefas, o salário do trabalhador da construção civil, que tem como data base o dia primeiro de outubro, fica em R$ 601,20 (seiscentos e um reais e vinte centavos).